Tudo se escondia num copo com liquido vermelho. Bitter. Amargo. Duas pedras de gelo. Uma laranja azeda enfeitava o drink.
Meus olhos lacrimejavam com a fumaça densa da sala. Aquela única lâmpada que balançava há uns trinta minutos, iluminava e escondia as expressões das demais pessoas.
Arregacei a manga de minha camisa de flanela preta. Em plena coerência com o calor que o ambiente me proporcionava.
Algumas garotas com longos vestidos (dignos de bailes recepcionados por reis e rainhas) passavam de forma sincronizada atrás de uma cortina vermelha de veludo.
O jazz. Era a única graça de se permanecer em lugares tão obscuros.
Gustavo Ribeiro
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